Plano de saúde vira artigo de luxo

Os efeitos do período de recessão estão fazendo as pessoas repensarem se mantêm serviços essenciais. Entre eles, o plano de saúde. Mais de 32 mil pernambucanos cortaram o vínculo entre março de 2015 e março de 2016. Neste mesmo período, as operadoras perderam 1,3 milhão de clientes no País. Os dados são do balanço trimestral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Um dos principais motivos para a queda é o aumento no desemprego – que em abril chegou a 11,1 milhões. Em março, foram fechadas 118.776 vagas formais no Brasil e 11.383 em Pernambuco.
Em decorrência do declínio, o segmento mais afetado foi o de coletivos empresariais, tanto no âmbito nacional quanto local. Em Pernambuco, são 42,519 beneficiários a menos. “O coletivo empresarial puxa a queda por conta da atual crise econômica e aumento das dispensas. Os convênios individuais também sofrem esse impacto: primeiro, por esse produto ter uma oferta menor no mercado; segundo, porque, sem renda, as famílias não têm condições financeiras de adquirir o serviço”, afirma o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro.

Niedjane Monte, 27 anos, é o retrato do cenário complicado. Ela perdeu o emprego no ano passado porque a empresa em que trabalhava como supervisora de telemarketing decidiu cortar gastos. “A empresa subsidiava parte do valor do plano. Depois de sair, não tive condições de pagar a mensalidade integral. Agora, recorro ao SUS, é mais complicado, mas não me preocupa”, comenta.

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A queda no número de beneficiários é amenizada pelo aumento no segmento de coletivo por adesão, constituído por conselhos, sindicatos e associações. Entre março de 2015 e março de 2016, houve crescimento de 13.687 no número de vínculos. “Basicamente, esse tipo de contratação é realizado por pessoas ligadas às entidades de classe. Na maioria, são planos contratados por pessoas que perderam o emprego ou profissionais liberais com maior renda, que optam por esses contratos em alternativa a um convênio individual”, explica Luiz Augusto Carneiro.
O plano de saúde é o terceiro maior desejo do brasileiro, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) no ano passado. Porém, em tempos de dificuldade financeira, algumas famílias optaram por fazer este corte no orçamento para economizar. “Tinha um convênio que cobria minha família de 5 pessoas. Pagávamos muito caro pelo serviço para usar uma vez por ano. Podemos usar esse dinheiro em alguma outra coisa como pagar a prestação de um imóvel por exemplo”, afirma a nutricionista Nara Souza, 54.

Segundo o analista do Banco Central (BC) Isoláquio Mustafa, é importante avaliar as condições gerais. “Ter um plano é vantajoso porque ninguém pode prever o que vai acontecer no futuro. Você pode incidir em um custo elevado devido a um acidente, por exemplo, mas também pode não ter nenhum problema ao longo da vida. Inicialmente, a pessoa deve pesquisar e analisar a cobertura, o valor da mensalidade e outros custos. Se houver algum pacote coletivo ou empresarial, que seja parcialmente ou totalmente subsidiado, também é interessante”, afirma.

Se o consumidor realmente não tiver como pagar, deve ficar atento aos seus direitos. O serviço só pode ser cancelado em caso de fraude ou de inadimplência por dois meses. Em 12 meses, os dias de atraso podem ser somados. A operadora deve informar o cliente até o 50º dia. Se você possui um plano de saúde coletivo, o cancelamento pode ocorrer a qualquer momento, alerta a Associação de Consumidores Proteste. Em relação aos contratos firmados antes de 1999, vale o que foi acordado. Porém, cláusulas como “o não pagamento de uma mensalidade gera o cancelamento do contrato” são consideradas abusivas, informa o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

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>Do Jornal do Commercio
>Via Dep. de Jorn. da Orobó FM, (Eraldo Albuquerque -Orobó; Terça, 10 de Maio de 2016 -09h52m)


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