Troca de farpas e acusações marcam debate dos presidenciáveis

No primeiro confronto direto do segundo turno das eleições presidenciais, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) deixaram de lado as propostas e priorizaram ataques mútuos. Num debate com temperatura bastante elevada, o tucano e a petista, mais bem treinados do que nos encontros anteriores, se acusaram de “levianos” e repetiram várias vezes que o oponente não estava falando a verdade. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram citados em todos os blocos do debate de ontem à noite, na TV Bandeirantes. Dilma, com o pé no acelerador, atacou a gestão FHC e Aécio poupou a maior estrela do PT para afirmar que, com a presidente no poder, o Brasil parou de melhorar.

Sem perguntas de jornalistas, o formato do debate favoreceu o confronto aberto. O combustível dos ataques foram os mais variados. Para fragilizar a adversária, Aécio priorizou o fantasma da inflação, a corrupção na Petrobras durante o governo do PT, o financiamento ao governo de Cuba por parte do governo federal e o que chamou de “verdadeiro DNA do Bolsa Família”, numa referência a FHC. Dilma abordou o nepotismo na gestão de Aécio em Minas Gerais, o favorecimento a familiares após a construção de um aeroporto público no município de Cláudio (MG) quando o político mineiro era governador e a demissão de 78 mil servidores na gestão do tucano.

Principal tema dos candidatos de oposição no primeiro turno, a corrupção foi citada várias vezes. Enquanto o tucano atacou a petista com os escândalos da Petrobras, Dilma rebateu com escândalos do governo FHC. A troca de denúncias foi tão longa que os candidatos acabaram usando duas sequências de perguntas e respostas para debater o mesmo assunto.

“Os brasileiros acordam surpresos com novas denúncias em relação à Petrobras, é inacreditável”, afirmou Aécio. O tucano questionou Dilma sobre a saída do ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso pela Operação Lava-Jato, da Petrobras. Ele teria sido elogiado, ao sair da empresa, pelos bons serviços prestados. “Um diretor nomeado pelo seu governo assume que roubou, que desviou dinheiro da Petrobras, disse que distribuía para partidos políticos, em especial ao seu…Quais foram os bons serviços prestados por esse diretor?”, provocou Aécio.

Dilma defendeu a punição rigorosa de corruptos e corruptores, citando leis aprovadas durante seu governo, a exemplo da MP dos Delegados, para o combate à corrupção. “Além disso”, disparou Dilma, “onde estão todos os envolvidos com o caso Sivam? Todos soltos. E a compra de votos da reeleição? Todos soltos. Pasta Rosa? Todos soltos. Mensalão tucano mineiro? Todos soltos. Envolvidos nas compras de metrôs e de trens em São Paulo? Soltos. Não quero isso, candidato, quero os culpados presos. É essa indignação que o senhor não enxerga”, questionou.

Educação
Em relação ao tema educação, Dilma Rousseff destacou os feitos de seu governo. De acordo com a petista, o valor gasto na educação, da creche ao ensino superior, foi triplicado. Na ocasião, a candidata a reeleição citou o Pronatec, programa de educação profissional que, segundo Dilma, obteve mais de 8 milhões de inscritos.

Na réplica, o clima ficou mais tenso quando Dilma relembrou que o desemprego no governo Fernando Henrique Cardoso alcançou números recordes em 2002. Em defesa, Aécio foi enfático ao dizer: “Candidata, precioso que você tire os olhos do retrovisor, vamos olhar para o futuro, crescer mais”. O tucano fez mais ataques alegando que o Brasil não crescerá “nada” este ano e citou a falta de confiança dos empresários. “O seu governo chega ao final de forma melancólica”, concluiu.

Economia

O candidato tucano criticou o que classificou de “discurso do medo” sobre política econômica. “O povo brasileiro tem que ter muito medo: está em questão se vai ou se não vai continuar tendo emprego”, anunciou Dilma ao questionar Aécio sobre as políticas do tucano para a economia. Ao adotar a mesma linha de terror e pânico que vem sendo usada na propaganda eleitoral gratuita na televisão, Dilma abriu o flanco para que Aécio criticasse o discurso pessimista e de medo da campanha petista.

“A senhora volta com o discurso do medo”, lamentou Aécio. “Há medo na sociedade brasileira sim, de o PT governar por mais quatro anos”, completou. “País que não cresce não gera emprego. Os empregos de melhor remuneração foram embora. A indústria participa hoje no PIB com menos do que há 50 anos”, listou Aécio. O candidato garantiu que vai resgatar a credibilidade do país na economia. “Temos capacidade, pelo que demonstramos no passado e pelos quadros que temos, de acenar para um futuro diferente. Vamos crescer garantindo o avanço das políticas sociais.”

“Nós temos a menor taxa de desemprego das três décadas”, se defendeu Dilma. “O seu governo perdeu a confiança, a capacidade de atrair investimentos, e sem isso não há empregos, e os mais penalizados serão os mais pobres”, comentou Aécio, na tréplica.

>Do Diario de PE
>Via Dep. de Jorn. da Orobó FM, (Eraldo Albuquerque -Orobó; Quarta, 15 de Outubro de 2014 -05h53m) 


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