Fique atento às inflamações no intestino

O mês de maio chega com um alerta daqueles para quem não se preocupa com a boa alimentação. É época da cor roxa alertar sobre as doenças inflamatórias intestinais, abreviadas como DII. A campanha nacional é conduzida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), que trata da impor­tância da prevenção e do diagnóstico precoce, a fim de evitar situações como o câncer do colorretal. 

Os problemas podem alcançar qualquer idade, principalmente a partir dos 30 anos. O quadro inflamatório inclui sintomas como dor abdominal, diarreia crônica, fadiga, gazes e anemia, indicando a existência de alguma lesão que abrange o intestino. Por vezes, se mostram através de aftas, problemas na pele, no fígado e até nas vias biliares. 

No contexto da alta grave, especialistas apontam para a frequência da doença de Crohn (DC) e da retocolite ulcerativa (RCU), duas enfermidades preocupantes que, embora não tenham cura, podem ser controladas se cuidadas da maneira correta. A 1ª costuma se manifestar como irritação em qualquer parte do tubo digestivo. Já o segundo é conhecido pela inflamação diretamente na mucosa do intestino grosso. O quadro mais grave dessas inflamações pode se manifestar em hemorragias contínuas.

Cardápio do bem
Segundo o nutricionista Nasto Rabelo, os alimentos considerados anti-inflamatórios ajudam a reduzir substâncias inflamatórias no corpo, além de fortalecer o sistema imunológico. “A maior parte desses itens irá ajudar a prevenir e tratar doenças até mesmo mais conhecidas do público, como a artrite, pois ajudam a reduzir as dores nas articulações que ocorrem nessa doença”, comenta.

Ainda de acordo com o especialista, as substâncias encontradas nesse tipo de cardápio são alicina, ácidos graxos, ômega-3 e vitamina C. “Elas estão em ervas aromáticas, como alho macerado, açafrão, curry e cebola, além de peixes ricos em ômega-3, como cavala, sardinha e pescada amarela, e sementes, a exemplo de linhaça, chia e gergelim. A recomendação também vai para as frutas cítricas, a começar pelas populares laranja, acerola, goiaba e abacaxi. A lista segue com romã, melancia, cereja, morango e uva, sem falar em oleaginosas como castanhas e nozes.

Por outro lado, há alimentos que só fazem piorar a inflamação no intestino e, por incrível que pareça, são os mais consumidos na rotina de muita gente. Prova disso são produtos industrializados, à base de aditivos e conservantes. Já a carne vermelha, se consumida em excesso, estimula a produção de substâncias do fígado que leva à inflamação das artérias. Frituras, álcool e doces artificiais em excesso também merecem ser evitados.

Foto: Arte/ Folha de Pernambuco
>Da Folha de PE
>Via Dep. de Jorn. da Orobó FM, (Eraldo Albuquerque -Orobó; Sábado, 04 de Maio de 2019 -19h32m)

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