Dormir bem é ter vida saudável

Muitas vezes negligenciado frente a outras atividades do dia a dia, o sono é foco de debate durante a Semana do Sono 2019, campanha anual de conscientização sobre a importância da qualidade e quantidade para a saúde humana. Com o slogan “Dormir Bem É Envelhecer com Saúde”, os especialistas da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e Associação Brasileira de Odontologia do Sono (Abros) atividades até o dia 17 de março em alusão ao tema. 

“As pessoas se preocupam muito com o que comem, por exemplo, como forma de envelhecer de forma saudável. Mas o sono, que é tão importante quanto comer, também precisa dessa atenção”, explica dra. Luciana Studart, presidente da seccional Pernambuco da Associação Brasileira do Sono (ABS), que também está à frente da campanha. “O sono é reparador. Ele é necessário para que a memória funcione direito, para a liberação de hormônios como o do crescimento, para o aprendizado. Se a gente dorme mal, no outro dia podemos ficar mais irritados, desconcentrados e até termos problemas de memória”, explica a médica. 

Os sinais de privação do sono passam ainda por dificuldade para expressar emoções, incapacidade para resolver problemas, irritabilidade e alterações de humor e sonolência excessiva durante o dia. Como é o caso do estudante de engenharia Amando Pereira, de 28 anos. Ele começou a desequilibrar o tempo de dormida ainda na adolescência por causa de jogos online. “A melhor hora para jogar era durante a madrugada, porque a conexão fica melhor. E aí desequilibrei meu sono por muito tempo. Passei a não somente jogar muito tarde, como preferir assistir TV nessas horas”, conta. “Isso desregulou meu metabolismo, comecei a me alimentar muito tarde. Tem época do ano que eu janto 23h”, continua. 

“Além de indicarmos a diminuição de alimentos e bebidas estimulantes próximo à hora de dormir, tem sido uma problemática os dispositivos móveis utilizados à noite”, ressalta Studart. A especialista explica que dois fatores determinantes nessa relação com a tecnologia. “Tem a questão fisiológica, propriamente dita. Por causa da luminosidade. A indução do sono é um mecanismo que precisa da redução da luz. É como um interruptor, onde é preciso desligar uma coisa para acender outra”, explica. “E a outra questão é o ponto de vista emocional, porque se a gente está ali conectado, falando com outras pessoas, resolvendo problemas, recebendo estímulos, nós diminuímos a atividade do cérebro e ele não descansa.”

De acordo com os especialistas das associações do sono, o ideal é de que o recém-nascido, em geral, durma cerca de 16 a 18 horas (no total das 24 horas) e acorda a cada 3 a 4 horas. Aos seis meses de idade, o bebê costuma dormir cerca de 14 horas. O número de horas de sono tende a diminuir progressivamente, até chegar a 8 horas de sono de um adulto. A insônia comportamental ocorre em 10% a 30% das crianças pré-escolares. 

O tempo total de sono recomendado ao adolescente é de cerca de 9 horas. Entretanto, tem sido cada vez mais comum a avaliação de adolescentes que dormem menos de 7 horas por noite, ou seja, com privação crônica de sono. Já os idosos apresentam um sono mais interrompido e, por esse motivo, podem apresentar mais cochilos durante o dia e tendem a dormir e a acordar mais cedo. Isso é natural e não significa que a qualidade de sono dessa população deva necessariamente ser ruim.

Para debater o tema, várias atividades vão acontecer no Estado. Para ver a programação completa, é só acessar o
site da Semana do Sono.

Foto: Alfeu Tavares
>Da Folha de PE
>Via Dep. de Jorn. da Orobó FM, (Eraldo Albuquerque -Orobó; Terça, 12 de Março de 2019 -18h40m)

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