Em 24 horas, três policiais militares e um policial civil são mortos no RJ

A violência contra policiais no Rio não para de aumentar. Em 24 horas, três PMs e um policial civil foram assassinados.

A dor, o reconhecimento, a homenagens… O ritual de despedida de um policial se repete. Os amigos de farda que dizem adeus não serão mais os mesmos. Como enfrentar a violência que cada vez faz mais vítimas entre quem combate a violência. Neste sábado (12), foi o soldado Samir da Silva Oliveira, de 37 anos. Ele já tinha saído do trabalho, mas decidiu ajudar os colegas que abordavam um carro suspeito na Zona Norte do Rio. Quando se aproximou, os criminosos deram um tiro no rosto dele.

Só nas últimas 24 horas, três PMs foram mortos no Rio. No ano, já são 97, o que dá 12 por mês, praticamente um a cada dois dias. E, de qualquer maneira que se olhe esses números, o resultado são famílias destroçadas.

A família do soldado Samir pediu para não ser filmada, com medo da violência, mas a mulher e a filha de 7 anos ficaram lá até o fim. Neste sábado, foi o enterro dele. No domingo (13), já estão marcados outros dois. O do policial do grupo de elite da Polícia Civil, Bruno Guimarães Buhler. Ele foi baleado durante uma operação na favela do Jacarezinho. Era casado e tinha um filho. Também vai ser enterrada a cabo Elisângela Bessa. Ela foi atacada de madrugada quando voltava para casa. Estava sem farda e levou um tiro na nuca.

No IML, os parentes estavam revoltados. “Acredito que foi assassinada por ser PM, porque reconheceram. Estão caçando os policiais. Verdadeira caçada e o estado não está fazendo nada. É isso que está acontecendo. Minha irmã, 42 anos, morreu. E vão morrer mais”, desabafa o irmão da PM, Alexandre Bessa Cordeiro.

Na tarde deste sábado, o policial Vaine Luiz dos Santos Ferreira, morreu depois de levar sete tiros do cunhado, que é guarda municipal. O assassino fugiu e os motivos da briga estão sendo investigados.

O secretário de Segurança Pública do Rio diz que é preciso punir com mais rigor os criminosos. “Não tenham dúvida que a gente mergulha nos nossos protocolos, nas nossas estratégias, dia após dia, para tentar melhorar, mas me parece que isso no Rio de Janeiro e no Brasil não tem sido suficiente para a gente ter uma sociedade cujo criminoso reflita antes de sair praticamente crimes a todo instante nas ruas. Eu tenho muito orgulho dessa polícia que está sangrando e, quando a polícia sangra, a sociedade sangra e perde a democracia. É um ataque à democracia”, afirma Roberto Sá.

Os PMs, os parentes deles, todos querem uma resposta que mude o caminho que tantas famílias têm feito ultimamente.

>Do Jornal Nacional
>Via Dep. de Jorn. da Orobó FM, (Eraldo Albuquerque -Orobó; Domingo, 13 de Agosto de 2017 -00h01m)

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