Atingido por raios em janeiro, Cristo Redentor terá reforma entregue nesta sexta-feira

RIO – Próximo de completar 83 anos, um Cristo Redentor novo, de novo. Após quase seis meses, mais uma reforma no monumento, inaugurado em outubro de 1931, está chegando ao fim. Desta vez, foram feitos reparos na cabeça e nas mãos da estátua, atingidas por raios durante uma tempestade em 16 de janeiro deste ano. A restauração será festejada numa cerimônia nesta sexta-feira, a partir das 8h, com uma bênção do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta.

SEM PREJUÍZO PARA VISITAÇÃO

A visitação não foi prejudicada ao longo das intervenções, que vão prosseguir ainda neste fim de semana. Na manhã da terça-feira, por exemplo, um operário trabalhava no topo da cabeça; outros acessavam a parte interna por uma escada, montada debaixo do braço direito do Cristo. Ao mesmo tempo, dezenas de turistas, com bandeiras e camisas de seleções de várias partes do mundo, faziam as tradicionais fotos de braços abertos no mirante.

A peruana Rosa Cedano, de Trujillo, venceu a fobia de altura para visitar o Corcovado e se dizia emocionada. Mas só percebeu as obras quando foi alertada da presença do operário na cabeça do Cristo:

— É por ele que vim aqui em cima. Mas não teria coragem de subir até o topo do monumento. Daqui de baixo mesmo, já fiz meu pedido, mas não posso dizer qual foi, é segredo.

As obras mobilizaram cerca de 36 operários, alguns deles com treinamento de bombeiro e especializados em rapel e alpinismo.

Após a tempestade de raios de janeiro, o engenheiro responsável pela restauração e manutenção, Clézio Dutra, explicou que os para-raios cobriam apenas algumas partes do Cristo. Por isso, os raios tinham atingido a cabeça, o polegar e o dedo médio da mão direita.

Além das mãos e da cabeça, a reforma incluiu a ampliação dos para-raios da estrutura e intervenções nas partes elétrica e hidráulica. O trabalho contou ainda com acompanhamento do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa, para supervisionar o estado do mosaico de pedra-sabão da estátua.

— O Cristo está tão fabuloso como sempre imaginei. Não importa o dia cinza nem as obras. Vim ao Rio para a Copa, mas também para conhecer o monumento — dizia o argentino Gonzalo Rodriguez.

Márcio Alves / O Globo

>Do O Globo
>Via Dep. de Jorn. da Orobó FM, (Eraldo Albuquerque -Orobó; Quinta, 10 de Julho de 2014 -06h25m)

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